terça-feira, junho 13, 2017

Gastos públicos não priorizam jovens e crianças

Editorial
O Globo

Ao destinar grande parcela do Orçamento para aposentadorias, principalmente de servidores, e folha de salários do funcionalismo, Estado compromete futuro do país

Acrise fiscal de dimensões históricas força reformas estruturais, como a da Previdência, e expõe mazelas de toda ordem, principalmente nos gastos públicos — da União, de estados e municípios. Há, então, um aspecto positivo, até pedagógico, de a crise indicar graves desvios no funcionamento do Estado, enquanto força reflexões sobre causas e medidas corretivas.

Os próprios efeitos da recessão — deflagrada pelo aumento do risco de insolvência do Tesouro, causado pelo lulopetismo — impactam a população de formas muito diversas, e isso por si só já alerta para carências.

Na edição de domingo, O GLOBO trouxe informações graves de pesquisa da economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), sobre o efeito desse período de dois anos de profunda recessão, antecedidos por um de estagnação, sobre crianças e jovens, parcela vulnerável da população. A pobreza entre eles, até o limite de 14 anos de idade, que atingia a parcela de 25,8% em 2014, aumentou, um ano depois, para 29% —, e 2016 também foi de recessão. A situação piorou ainda mais, portanto.

Paralelamente a isso, de 2004 a 2015, a proporção de pobres em toda a população caiu de 33% para 16%. Confirma-se, então, o segmento de crianças e jovens como o mais sacrificado na crise. E não apenas nela.

Na faixa de 14 a 24 anos, a taxa de desemprego chegou a 30%, pouco mais que o dobro do índice médio de toda a população (13,7%, no primeiro trimestre.) Além de mais pobres, até porque têm difícil acesso ao mercado de trabalho, os jovens também são as maiores vítimas da violência.

Outra comparação negativa: de 2004 a 2015, o contingente de até 14 anos de idade teve seu peso na população reduzido de 27,4% para 21,2%, mas entre os pobres caiu bem menos : de 41,9% passou para 38,3%.

Com os idosos, ocorreu o oposto. No mesmo período, a participação dos de 60 anos e mais passou de 9,6% para 14,3% na população, mas seu peso entre os pobres ficou entre 3,2% e 3,6%.

Todas estas e várias outras estatísticas apontam para o diagnóstico de que as políticas de gastos do Estado privilegiam os mais velhos, relegando a plano secundário crianças e jovens. Apesar de todo o discurso dos governos ao contrário, à direita e à esquerda.

O fato de os gastos com a Previdência — aposentadorias, pensões e auxílios — absorverem cerca de 50% das despesas primárias da União (exceto juros) explica quase tudo. São despesas, por óbvio, canalizados para adultos.

Ficam em segundo plano despesas destinadas à Educação — de que crianças e jovens dependem de forma crucial. Há ainda a ação de grupos organizados na burocracia do Estado, com grande influência no Legislativo, capazes de se apropriar de grandes parcelas orçamentárias, para garantir altos salários e generosas aposentadorias.

Não é portanto, por acaso, que o Brasil é um país símbolo de injustiças sociais. Como esta de manter crianças e jovens na pobreza, vítimas da violência e com baixo nível educacional. A crise tem mostrado a todos esta tragédia. E que não se trata de uma deficiência conjuntural. A usina nacional de miséria está sempre em operação. Só que no momento ela se encontra mais visível.

Reforma do ensino médio esbarra em falta de estrutura e recursos

Luiz Fernando Toledo
O Estado de S.Paulo

Maioria dos municípios brasileiros têm apenas uma escola de ensino médio; turno triplo está presente em 41,9% das unidades e só 54,9% dos professores têm formação na disciplina em que atuam


PASSA QUATRO (MG) - Depois de sancionada, a reforma do ensino médio passará agora por uma série de entraves e desafios para ser implementada, de fato, pelos Estados brasileiros. Enquanto a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não é aprovada – peça-chave para que as mudanças comecem –, secretários já se reúnem nos Estados para pensar em como implementar a transformação em suas redes, especialmente nas mais desiguais, com muitas cidades pequenas, poucas escolas e recursos e grande concentração de alunos. 

Gestores ouvidos pelo Estado nas últimas duas semanas já cogitam soluções alternativas(leia aqui o que dizem os secretários de seis Estados). Para mapear as dificuldades a reportagem solicitou um amplo levantamento de dados ao Movimento Todos Pela Educação (MPE), com base no Censo Escolar de 2016, e ouviu especialistas dos setores privado e público, secretários, professores e alunos.

A maioria (53%) dos municípios têm uma só escola que oferece o ensino médio regular ou educação profissionalizante. São 2.967 cidades nessa situação, dos 5.570 municípios brasileiros. Se consideradas apenas escolas com ensino médio regular, são 3.063, ou 55% total dos municípios do País. 

Nesses casos, a oferta de uma das principais mudanças da reforma, os itinerários formativos, ou seja, a parte flexível do currículo com possibilidade de escolha do aluno, pode ter mais dificuldades de implementação. O novo texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), como sancionado pelo presidente Michel Temer em fevereiro, não traz obrigações às redes como um todo. O que o Ministério da Educação (MEC) diz é que haverá obrigação de os colégios terem uma opção.

Foto: Felipe Rau 
Cidades pequenas e falta de infraestrutura
 são entraves para a reforma do ensino médio.  

Nesse cenário, se cada escola se especializar somente em um itinerário (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas ou formação técnica e profissional), só 872 municípios (15,7%) teriam possibilidade de ofertar todas as opções aos seus alunos.

Outra mudança proposta, a expansão da carga horária das atuais 800 horas anuais (4 horas diárias) para 1 mil(5 horas diárias) em um prazo máximo de 5 anos, a contar de março deste ano, demandará flexibilidade de turmas e espaço físico. Isso porque o turno triplo – quando o colégio precisa oferecer três períodos de aulas, por causa da demanda dos alunos – está presente em 41,9% das escolas do País. O novo texto da LDB também não oferece soluções para o ensino noturno, que hoje já tem carga horária reduzida.

Por fim, o TPE aponta ainda a necessidade de garantir a formação dos professores na área em que atuam para que sejam capazes de garantir um aprofundamento real de conhecimentos nos itinerários. Mas só em 54,9% das cidades brasileiras estes docentes se formaram na mesma disciplina que dão aula. 

Inviável. Para nenhuma dessas dúvidas há ainda um diagnóstico específico do Ministério da Educação, que aposta em programas já existentes para auxiliar Estados e municípios. A presidente executiva do TPE, Priscila Cruz, diz que esses entraves podem até inviabilizar a implementação da reforma. “Foi muito bem debatida, os problemas foram discutidos. O que faltou foi um diagnóstico”, diz.  

Além da aprovação da BNCC, ela destaca que eventuais mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão papel fundamental na forma como os Estados vão reformar suas grades. “Se o Enem focar na base nacional, pode ser que as escolas deixem todo o conteúdo obrigatório para os últimos anos. Se houver cobrança da parte flexível, pode ficar mais distribuído”, diz. 

Mais da metade dos alunos brasileiros não tem conhecimentos financeiros básicos, diz OCDE

Daniela Fernandes
BBC Brasil

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De acordo com o estudo, 53% dos alunos brasileiros na faixa de 15 anos
 ficaram abaixo do nível de conhecimentos financeiros mínimos

Mais da metade dos alunos brasileiros não possui conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro no dia a dia, de acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O teste de cultura financeira realizado no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) mede a habilidade de estudantes de 15 anos em situações do cotidiano envolvendo questões e decisões financeiras.

Na prática, isso implica desde a gestão de uma conta bancária ou de um cartão de débito, como entender as condições de uma assinatura de um serviço de telefone celular ou as taxas de juros de um empréstimo até questões mais complexas, como o Imposto de Renda.

O estudo "Cultura Financeira dos Estudantes" - que corresponde ao quarto volume dos resultados do último Pisa, de 2015 - divide o grau de conhecimentos na área em cinco níveis, que evoluem de acordo com o grau de dificuldade das perguntas do teste.

As questões no nível 1 são as mais simples e envolvem, por exemplo, saber reconhecer a finalidade de documentos como uma simples fatura.

A OCDE considera que o nível 2 representa conhecimentos financeiros necessários para se integrar à sociedade.

Ou seja, ficar abaixo desse nível significa que os alunos não são capazes de enfrentar situações financeiras diárias para poder tomar decisões - como reconhecer o simples montante de um orçamento ou saber, em função do preço, se é melhor comprar tomates por quilo ou por caixa.

De acordo com o estudo, 53% dos alunos brasileiros na faixa de 15 anos ficaram abaixo do nível de conhecimentos financeiros mínimos (não conseguiram atingir o nível 2).

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Somente 3% dos estudantes brasileiros de 15 anos (faixa etária avaliada no Pisa)
 conseguiram atingir o nível 5, o de maior conhecimento na área

Lanterna
O resultado do Brasil é o pior entre os 15 países ou províncias de economias analisadas no estudo.

O Peru teve o segundo desempenho mais baixo, com 48% de alunos abaixo do nível de conhecimentos financeiros básicos.

Chile e Eslováquia também estão entre os lanternas, com, respectivamente, 38% e 35% dos estudantes com baixa performance no teste de cultura financeira.

Os chineses (das províncias de Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong) conquistaram os melhores resultados: apenas 9% ficaram abaixo do nível de conhecimentos sumários.

A média obtida nos países-membros da OCDE - grupo do qual o Brasil não faz parte - nessa categoria foi de 22%.

De acordo com a organização, estudantes com melhores performances na área financeira têm mais chances de saber economizar, de completar o ensino universitário e de encontrar um emprego com maior qualificação.

"Isso sugere que estudantes com cultura financeira podem ser mais capazes de reconhecer o valor de investir em seu capital humano e financeiro", ressalta o estudo.

Questões complexas
Somente 3% dos estudantes brasileiros de 15 anos (faixa etária avaliada no Pisa) conseguiram atingir o nível 5, o de maior conhecimento na área.

Eles são capazes de lidar com questões financeiras mais complexas, como custos de uma operação ou ganhos com uma transação e têm compreensões mais amplas desse cenário, incluindo temas como o Imposto de Renda.

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OCDE vê relação entre boa cultura financeira e 
resultados positivos em testes de matemática e leitura

A Eslováquia teve o mesmo desempenho do Brasil, com 3% dos estudantes que atingiram o nível de máxima dificuldade no teste. O Peru teve o pior resultado, com apenas 1% nessa categoria.

No caso da China, um terço dos alunos obteve a melhor performance. Nos países da OCDE, da qual Brasil e China não fazem parte, a média de estudantes que atingiram o nível máximo no teste é de 22%.

"Uma cultura financeira básica é uma habilidade essencial na vida. As pessoas tomam decisões financeiras em todas as idades: desde crianças que decidem como gastar a mesada ou adolescentes que entram no mundo do trabalho e jovens adultos que compram uma casa a pessoas mais velhas que administram economias para sua aposentadoria", destaca o estudo.

"A rapidez das transformações socioeconômicas e o avanço das tecnologias, inclusive digitais, colocam os jovens face a decisões mais complexas e perspectivas econômicas e profissionais mais incertas", afirma o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

"Mas frequentemente eles não possuem a educação, a formação e os instrumentos necessários para tomar decisões certas sobre questões que influenciam seu bem-estar financeiro", completa.

Na média dos 15 países avaliados no estudo sobre cultura financeira, cerca de um quarto "é incapaz de tomar a menor decisão relativa a despesas correntes e apenas 10% compreende conceitos complexos como o do Imposto de Renda", diz a organização.

Matemática e leitura
Segundo a organização, "os alunos com uma boa cultura financeira têm, geralmente, bons resultados nas provas de matemática e leitura do Pisa, enquanto os que possuem competências financeiras rudimentares têm mais riscos de obter resultados medíocres nas disciplinas avaliadas".

No último Pisa, divulgado no final de 2016 com dados de 2015, o Brasil ficou entre os últimos lugares: o país obteve a 66ª colocação em matemática e a 59ª em leitura entre os 72 países avaliados.

As províncias chinesas avaliadas no recente estudo sobre cultura financeira estão entre as melhores performances mundiais, tanto em matemática quanto em leitura.

A organização também ressalta que alunos com melhores condições socioeconômicas obtêm resultados muito mais elevados do que estudantes desfavorecidos.

"A cultura financeira não é relevante apenas para quem tem grandes quantias de dinheiro para investir. Todos precisam ter conhecimentos na área, sobretudo quem vive com orçamentos apertados e tem pouca margem de manobra no caso de erros financeiros", afirma a OCDE.

HERANÇA PETISTA 2: Crise gerou maior perda de PIB per capita em 120 anos, diz Pessôa

Veja.com

Para o professor de economia, o país também investe mal em educação, único meio de redução da desigualdade social

(Antonio Milena/VEJA.com 
Samuel Pessoa, economista do IBRE/FGV no Fórum 
A Revolução do Novo: Transformação do Mundo)

A crise econômica e política gerou para o Brasil a maior perda de PIB per capita dos últimos 120 anos. A avaliação é do economista Samuel Pessôa. Segundo ele, não dá para falar que a perda de PIB per capita é maior por falta de dados.

“Tudo indica que se tivéssemos dados, poderíamos retroagir para o período da Regência, que foi extremamente difícil. Ao final de 217, vai ser 10% menor do que em 2013. É o número de um país que passou por uma guerra”, afirmou Pessôa durante o fórum “A Revolução do Novo – A Transformação do Mundo”, promovido por VEJA e EXAME, em parceria com a Coca-Cola.

Segundo ele, essa redução do poder de compra não é “fruto de um errinho na política”. “Não dá para achar que foi um ajustamento político promovido pelo Joaquim Levy que causou isso. Tem que ter uma dinâmica maior que justifique isso.”

Entre as dinâmicas que levaram a essa situação, de acordo com Pessôa, está a construção atabalhoada de um estado de bem estar social combinada com uma política econômica intervencionista.

“O governo do PT, a partir da saída do [Antonio] Palocci e da entrada do [Guido] Mantega [no Ministério da Fazenda] trouxe essa política intervencionista, que gerou atraso para o país. A questão não é só de corrupção, mas também de diagnóstico, de ideologia”, afirmou Pessôa.

Educação
Questionado se dá para ser otimista, Pessôa afirmou que há áreas com mais avanços, como a agenda de reformas – Previdência, trabalhista e limite de gastos públicos.

Mas há outras frentes em que o vai mal e não dá sinais de melhoras, como a educacional. “Educação é o único mecanismo sólido de equidade social. A gente conseguiu colocar todas as crianças na escola, mas não que elas saíssem de lá com qualidade de aprendizado.”

Para piorar, segundo ele, o Brasil gasta mal em educação. Comparado com a Coreia do Sul, que investe 3% do PIB nessa área,  o país gasta mais de 6%.

A presidente da ONG Comunitas, Regina Siqueira,  disse que é preciso fortalecer no âmbito dos municípios a discussão sobre equilíbrio fiscal.

“É nas cidades que os cidadãos convivem com o governo e onde as empresas têm seus negócios”, disse Siqueira.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Esta gente ainda tem a pretensão de voltar? Ninguém merece, Santo Deus!!!!!!!

HERANÇA PETISTA 1: Destruição do emprego no país é a maior dos últimos 25 anos

Veja online
Da redação

Estudo de pesquisadores da Fundação Getulio Vargas uniformizou os dados do IBGE até 1992; a divulgação feita pela instituição atualmente vai até 2012

(Thiago Freitas / Extra/Agência o Globo)
Posto de atendimento para pessoas desempregadas no centro do Rio de Janeiro 

A taxa de desemprego registrada em março deste ano (13,7%) foi a maior desde 1992, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento indica também que a deterioração do mercado de trabalho foi mais aguda que em outras crises, embora a perda de renda tenha sido menor.

A comparação entre os períodos se baseia nos dados de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o instituto pesquise há décadas a situação dos trabalhadores no país, não há oficialmente uma série de dados comparáveis. As informações divulgadas atualmente são baseadas na pesquisa chamada Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que vai somente até 2012.

Para poder comparar períodos maiores, os pesquisadores Bruno Ottoni e Tiago Barreira, do Ibre/FGV, juntaram a pesquisa atual – publicada mensalmente e que analisa trimestres – com a extinta Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – feita uma vez por ano. Um terceiro levantamento também já descontinuado, a Pesquisa Mensal de Emprego, foi usado para “calibrar” os resultados.

Embora o objetivo do trabalho tenha sido o de uniformizar os dados, para que possam ser feitas análises mais longas, os pesquisadores puderam observar que o pico de desemprego da crise atual, alcançado em em março, superou o de outros momentos recentes de dificuldades na economia, como entre 1998 e 2000 (10,9%), 2002 e 2004 (10,8%) e 2009 (9,7%).

Outra diferença do momento atual é a queda no nível dos salários foi menor em comparação com a queda do emprego que em outras crises. Segundo Bruno Ottoni, uma hipótese para esse comportamento é a maior formalização no mercado de trabalho, que cresceu nos anos 2000.

Dessa forma, os empregadores não têm como fazer ajustes nos salários em momento de dificuldade, como faziam quando havia maior informalidade. E a única saída é a demissão, criando duas situações bem distintas. “O trabalhador que permaneceu ficou praticamente imune à crise. Já quem foi demitido ficou na pior situação, sem renda. Antes, existia um grupo intermediário, em que a pessoa continuava com renda, mas menor”, explica.

Outra forma de reajuste nas contas das empresas anteriormente era em razão da alta inflação. “Os custos da empresa ficavam menores, porque o empresário reajustava os preços dos produtos, numa ponta, e não ajustava tanto os salários, na outra”, diz Ottoni.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Durante mais de dez, criticamos intensamente a política econômica do PT em razão que ela acabaria provocando. Infelizmente, o país ainda resgatará por algum tempo o enorme prejuízo que tal econômica provocou. E uma destas dores é o mercado de trabalho. Interessante notar que, foi justamente um “partido dos trabalhadores”  quem destruiu o emprego. É o partido dos TRABALHADORES SEM TRABALHO... E esta gente medíocre e incompetente ainda sonha e tem a pretensão de voltar ao poder. Que Deus nos livre deste mal!!!!

Desemprego sobe mais e renda cai menos do que em outras crises

João Pedro Caleiro
Exame,com

Levantamento de economistas da FGV mostra que mais gente foi desempregada do que no passado por causa da crise, mas quem ficou no emprego sofreu menos

(Dado Galdieri/Divulgação)
Homem sentado em fila para emprego 
no Rio de Janeiro em março de 2017 

São Paulo – O atual ciclo recessivo foi marcado por uma alta do desemprego relativamente acentuada e uma queda da renda relativamente suave na comparação com outras crises recentes no país.

A conclusão vem de uma análise histórica feita pelos economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Eles reconstruíram as séries do mercado de trabalho até 1992 com foco em recessões breves (como em 1995 e 2003) e longas (entre 1998 e 1999).

A última recessão teve 11 trimestres e foi do 2º trimestre de 2014 ao 4º trimestre de 2016, de acordo com critérios do Codade (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos)

O PIB voltou a ficar positivo no 1º trimestre, de acordo com números divulgados na última quinta-feira (01).

No entanto, economistas alertam que os próximos resultados podem voltar ao vermelho diante de fatores de instabilidade como a crise política.

Resultados
O cálculo dos pesquisadores mostra que a recessão 2014-2016 fez o desemprego subir 5,95 pontos percentuais no total, uma média de 0,54 ponto a mais a cada trimestre de crise.

Nas crises antigas, o desemprego subiu 0,56 ponto percentual no total do ciclo, em média, ou o equivalente a 0,21 ponto percentual por trimestre de crise.

No caso da renda, aconteceu o contrário: na crise atual, a queda foi de 0,11% por trimestre e -1,22% no acumulado, contra -0,47% por trimestre e -1,55% no total em crises anteriores (tudo em média).

De acordo com Bruno Ottoni, isso acontece porque o contrato de trabalho brasileiro é relativamente flexível no processo de entrada e saída do emprego, mas muito rígido na vigência.

Em um momento de crise, a empresa acaba preferindo demitir porque não tem muitas alternativas para mexer no salário ou no número de horas trabalhadas.

As regras levam a empresa a “ajustar mais na quantidade do que no preço do trabalho”, resume ele. Mas se a CLT sempre foi rígida, o que está diferente nessa crise?

A resposta é um mercado de trabalho marcado por um período longo de aumento do salário mínimo (o piso do preço do trabalho) e formalização (aumentando o alcance do contrato sobre o resultado).

O resultado disso é uma crise em que mais gente foi desempregada, mas quem ficou no emprego sofreu menos.

O impacto foi grande no número total de população ocupada, que caiu 2,3 milhões desde que o país entrou na recessão e caiu para abaixo dos 90 milhões de pessoas ocupadas.

Segundo Ottoni, isso é fruto direto do desemprego e não significa que as pessoas estão fora da força de trabalho por opções mais benignas, como estudar por mais tempo ou se aposentar.

“Ainda estamos no bônus demográfico, então ainda tem mais gente entrando do que saindo no mercado”, diz Ottoni.

Movimento Pró-Cracolândia foi desmoralizado pelo povo de São Paulo

Tribuna da Internet
Augusto Nunes, Veja online


80% dos paulistanos apoiam internação forçada 

Durante 11 dias, os militantes do Movimento Pró-Cracolândia (MPC) repetiram em incontáveis entrevistas, artigos, reportagens, crônicas, comícios em padaria e conversas de botequim que a retomada do espaço público perdido para traficantes filiados ao PCC fora coisa de um governador elitista e de um prefeito partidário de crueldades higienistas. Muito melhor, insistiu o bando de PhDs em feiras de drogas ao ar livre, seria seguir em frente com o programa De Braços Abertos — outra ideia de jerico da finada administração petista que só serviu para ampliar o tumor encravado no centro velho de São Paulo com a distribuição de mesadas consumidas por viciados em crack na compra de mais pedras.

A lengalenga foi silenciada neste fim de semana pelo Datafolha: uma pesquisa sobre o tema constatou que a operação policial promovida em conjunto pelos governos estadual e municipal teve a aprovação de 60% dos moradores de São Paulo. Como o levantamento abarcou todas as classes sociais, está claro que os representantes do povo foram sumariamente demitidos pelos representados.

DECISÃO DA JUSTIÇA – Durante sete dias, as associações dos inimigos de Geraldo Alckmin e João Doria festejaram a decisão do Tribunal de Justiça paulista que impediu a execução da segunda das inúmeras etapas do plano: com a autorização de psiquiatras incumbidos de avaliar caso por caso, dependentes de crack em situação de risco seriam internados em clínicas especializadas, mesmo que rejeitassem o tratamento. Eufóricos, jornalistas autonomeados porta-vozes da periferia, gigolôs de ONG, jalecos nostálgicos de Fernando Haddad e outras extravagâncias aglomeradas no MPC recitaram de meia em meia hora que só o fim das injustiças sociais pode acabar com cracolândias.

APOIO DE 80% – Foram todos desmoralizados pelos números do Datafolha: as internações involuntárias ou compulsórias, defendidas enfaticamente por Doria, têm o apoio de 80% da população paulistana. Isso mesmo: 80%. Ou oito em cada dez moradores de São Paulo. Só são contra esse método 19% dos pesquisados. Levando-se em conta a margem de erro, o índice de descontentes se equipara ao alcançado por Fernando Haddad na surra eleitoral que lhe aplicaram as urnas de 2016.
Como é improvável que a maior cidade do Brasil se tenha transformado na maior concentração de gente rica do planeta, como é certo que o Datafolha não circunscreveu o levantamento à região dos Jardins, pode-se concluir que os doutores em pobreza lidam tão bem com cabeça de pobre quanto Lula lida com o plural. A pesquisa provou que João Doria e Geraldo Alckmin estão no caminho correto, que passa por medidas que garantam aos resgatados do inferno chances de sobreviver com dignidade. Tudo somado, os números reafirmam que os defensores da Cracolândia nem precisam de pedras para comportar-se como zumbis incapazes de raciocinar com lucidez.

Quatro em cada cinco em SP defendem internação à força de usuários de crack

Folha de São Paulo

  
Danilo Verpa/Folhapress
Polícia faz operação na Cracolândia em SP

A maioria dos moradores de São Paulo defende a internação à força para tratamento de usuários de crack, enquanto metade deles aprova o desempenho do prefeito João Doria (PSDB) nas recentes ações na cracolândia e acredita que não é possível solucionar esse problema na capital paulista.

O cenário acima aparece em pesquisa Datafolha realizada nesta quinta (1º). Foram ouvidas 1.125 pessoas na cidade, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento ocorre 11 dias após ação policial, sob o comando do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que prendeu traficantes e desobstruiu vias onde havia uma feira de drogas a céu aberto.

O "fluxo" de viciados que vivia ali se mudou nos dias seguintes para a praça Princesa Isabel, a cerca de 400 metros do antigo ponto, e criou a nova cracolândia da região central, com quase mil pessoas.

A ação policial é aprovada por 59% dos entrevistados, mas 53% viram uso de violência contra os usuários.

A operação ocorreu por iniciativa do Estado e pegou a prefeitura desprevenida. Naquele dia, o programa anticrack de Doria não estava pronto, mais isso não impediu que o prefeito comemorasse o sucesso da "parceria" com o governo estadual e decretasse o fim da cracolândia.

Naquele dia, o prefeito visitou o local da ação com sua equipe –o que colou para os moradores da cidade.

Segundo o Datafolha, 60% apontam Doria como o principal responsável por aquela ação no centro de SP. Apenas 9% citam Alckmin, ante 18% que apontam os dois tucanos.

PRESSA E POLÊMICA
Nos dias seguintes à operação, o que se viu foram discursos dissonantes entre integrantes do Estado e do município e a pressa da gestão Doria em adotar medidas para conter a movimentação de usuários –em determinado momento da semana passada, havia ao menos 23 pontos com dependentes químicos apenas na região central.

Uma dessas medidas foi o início da demolição de imóveis que eram utilizados pelo tráfico, como pensões e hotéis, na região da cracolândia. A primeira demolição, no entanto, deixou três pessoas feridas, e a prática acabou vetada pela Justiça –de forma geral, a iniciativa é aprovada por 55% e rejeitada por 41%.

Apesar desses entraves, para 48% o desempenho de Doria tem sido ótimo ou bom nesse tema. Outros 25% acham regular e 23%, ruim ou péssimo. No caso de Alckmin, a aprovação é de 29%.

A decisão mais controversa de Doria foi procurar a Justiça para obter uma espécie de carta branca para recolher usuários à força das ruas e levá-los a atendimento médico.

A medida encontrou resistência na Promotoria e na Defensoria Pública e foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de SP. Ainda cabe recurso.

Segundo o Datafolha, 80% defendem a internação de usuários de crack mesmo contra a vontade deles –pode ser tanto a involuntária (com aval médico) e a compulsória (após decisão também de um juiz).

O instituto também perguntou aos moradores: se um dependente não demonstra capacidade para tomar decisões por conta própria e a família se mostrar a favor de sua internação para o tratar o vício, ele deveria ou não ser internado mesmo assim? 95% responderam sim, e 5%, não.

Diante de situação em que a família do usuário não é localizada, a resposta foi parecida –88% sim, 11% não, e 1% não soube responder.

Derrotada na Justiça, a gestão Doria aposta suas fichas em um trabalho em parceria com o Estado para que agentes de saúde e assistentes sociais convençam os dependentes a passar por avaliação médica. A eventual internação involuntária ou compulsória viria depois desse passo.

CONSUMO
A maioria (71%) concorda que a recente operação provocará uma temporária redução do consumo, mas não necessariamente uma busca pelo abandono do vício, enquanto 74% acreditam que os usuários precisam de mais força de vontade do que de tratamento médico para abandonar o vício.

Segundo os entrevistados, o problema do crack na cidade é de responsabilidade de traficantes (29%) e dos próprios usuários (22%). Metade acredita ser possível acabar com o tráfico e o uso de crack em SP, e a outra metade não. 

As 30 cidades mais violentas do Brasil, segundo o Ipea

Exame.com
Luiza Calegari

De acordo com estudo, construção da usina de Belo Monte intensificou número de assassinatos em Altamira, no Pará -- que lidera o ranking

(Germano Lüders/EXAME/Revista EXAME)
Centro de Altamira, no Pará 

São Paulo – A cidade de Altamira, no Pará, lidera o ranking dos municípios mais violentos do Brasil, formulado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados de 2015.

O cenário retratado pelo estudo, segundo os autores da pesquisa, acabou evoluindo para a crise de segurança pública que estremeceu o país no início do ano. De acordo com o estudo, essa crise  é resultado direto da incapacidade dos governos em planejar, propor e executar políticas minimamente efetivas para a área.

Em 2015, 59.080 morreram vítimas de homicídios no Brasil — o que equivale a 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes.

Isso significa que, a cada três semanas, 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil – um número maior do que a quantidade de mortos nos 498 ataques terroristas que aconteceram nos cinco primeiros meses de 2017.

A taxa mostra uma nova acomodação nos níveis de homicídios no país, que passaram da faixa de 48 mil a 50 mil até 2007 para um novo nível de 59 mil a 60 mil em 2015.

No geral, houve uma redução no número de assassinatos na região Sudeste, uma estabilização no Sul, e, por outro lado, um grande crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Desta vez, além da publicação do estudo, o Ipea anunciou o lançamento do site  Atlas da Violência, que vai trazer dados e estatísticas sobre violência urbana no país.

Municípios mais violentos
O  índice do Ipea leva em conta a taxa de homicídios mais o número de Mortes Violentas com Causa Indeterminada.

Em Altamira, essa taxa ficou em 107, o que quer dizer que houve 107 mortes para cada 100 mil habitantes.

A presença dessa cidade no topo do ranking pode ser explicado pelos baixos índice de desenvolvimento humano (IDH) e renda per capita, mas não só: há o fenômeno de crescimento econômico desordenado, provocado pela construção de Belo Monte.

Em segundo lugar no ranking, aparece Lauro de Freitas, na Bahia, com incidência de 97,7 homicídios; seguida por Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, e São José do Ribamar, no Maranhão.

A primeira capital do ranking é Fortaleza, no Ceará, em 13º na lista. Entre os 30 municípios mais violentos, há três da região Sul e um da região Sudeste: todos os outros estão no Nordeste, Centro-Oeste ou Norte do país.

Veja o ranking das 30 cidades mais violentas do Brasil:


Posição
Estado
Cidade
Taxa
1
PA
Altamira
107
2
BA
Lauro de Freitas
97,7
3
SE
Nossa Senhora do Socorro
96,4
4
MA
São José de Ribamar
96,4
5
BA
Simões Filho
92,3
6
CE
Maracanaú
89,4
7
BA
Teixeira de Freitas
88,1
8
PR
Piraquara
87,1
9
BA
Porto Seguro
86
10
PE
Cabo de Santo Agostinho
85,3
11
PA
Marabá
82,4
12
RS
Alvorada
80,4
13
CE
Fortaleza
78,1
14
BA
Barreiras
78
15
BA
Camaçari
77,7
16
PA
Marituba
76,5
17
PR
Almirante Tamandaré
76,2
18
BA
Alagoinhas
75,7
19
BA
Eunápolis
75,1
20
GO
Novo Gama
75
21
GO
Luziânia
74,7
22
PB
Santa Rita
74,1
23
MA
São Luís
73,9
24
GO
Senador Canedo
73,7
25
PA
Ananindeua
70,2
26
GO
Trindade
69,8
27
CE
Caucaia
69,8
28
PE
Igarassu
69,4
29
ES
Serra
69,2
30
BA
Feira de Santana
68,5

Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015, aponta pesquisa

 Juliana Castro
O Globo

Estudo foi realizado pelo Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Pedro Teixeira / Arquivo O Globo 
Corpo é removido no centro do Rio  

RIO - Entre 2005 e 2015, mais de 318 mil jovens foram assassinados no país, de acordo com pesquisa "Atlas da Violência" divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No intervalo desses anos, observou-se um aumento de 17,2% na taxa de homicídio de indivíduos entre 15 e 29 anos. Somente em 2015, as mortes de jovens corresponderam a 47,8% do total de óbitos.

O estudo analisa o perfil das vítimas de violência no Brasil e traz dados por estados. O número de homicídios no Brasil se manteve estável em 2015, em proporção semelhante dos dois anos anteriores. Segundo o Ministério da Saúde, nesse ano houve 59.080 mortes. Mas, se considerarmos o período de 2005 a 2015, houve um aumento de 10,6%.

 “Tal índice revela, além da naturalização do fenômeno, um descompromisso por parte de autoridades nos níveis federal, estadual e municipal com a complexa agenda da segurança pública”, afirmam os pesquisadores.

Embora tenha se mantido estável, o dado é exorbitante, de acordo com a análise dos pesquisadores. Para dimensionar esse volume, o estudo traz uma comparação: em apenas três semanas o total de assassinatos no país supera a quantidade de pessoas mortas em todos os ataques terroristas no mundo, nos cinco primeiros meses de 2017, incluindo o que ocorreu no show da cantora Ariana Grande, em Manchester. Desde o início do ano, foram 498 atentados que resultaram em 3.314 mortos. No Rio, o número de homicídios caiu 31,6% entre 2005 e 2015.

 Homicídio no Brasil, 2005 a 2015

A pesquisa aponta que o perfil típico das vítimas fatais permanece o mesmo: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Mas, na última década, o viés de violência contra jovens e negros aumentou ainda mais. Entre 2005 e 2015, enquanto houve um crescimento de 18,2% na taxa de homicídio de negros, a mortalidade de indivíduos não negros diminuiu 12,2%.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Com relação ao gênero, 4.621 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2015, o que corresponde a uma taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres. E, mais uma vez, as diferenças raciais ficaram evidenciadas: enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras diminuiu 7,4%, entre 2005 e 2015, o indicador equivalente para as mulheres negras aumentou 22%.

“Ainda que, em termos de letalidade violenta, as mulheres sejam menos afligidas, este número representa uma pequena ponta do iceberg das centenas de milhares de violências (físicas, psicológicas e materiais) que afligem a população feminina, que são motivadas por uma cultura patriarcal e que passam invisíveis aos olhos da sociedade”, pontua a pesquisa.

ARMAS DE FOGO
De acordo com o estudo, 41.817 pessoas foram mortas por armas de fogo, o que correspondeu a 71,9% do total de homicídios no país.

“Depois de uma redução nas mortes por armas de fogo que se seguiu após o Estatuto do Desarmamento até 2007, observou-se um incremento nas mortes por esse tipo de instrumento nos últimos anos, sobretudo, no Norte e Nordeste do país. Conforme indicam as pesquisas científicas, a difusão das armas de fogo é um elemento crucial que faz aumentar os homicídios. Portanto, há a necessidade de se aprimorar o controle de armas no país, não apenas no que diz respeito à operacionalização acerca do que está previsto na Lei, mas ainda pelo desenvolvimento de um trabalho integrado de inteligência policial que envolva os vários níveis governamentais, de modo a restringir os canais que permitem que a arma entre ilegalmente no país, ao mesmo tempo que possibilite a apreensão e destruição das armas que se encontram em circulação no mercado ilícito”, afirma o estudo.

Em 2015, apenas 111 municípios (2% do total de municípios) responderam por metade dos homicídios no Brasil. Em relação aos municípios mais violentos, em 2015, com mais de 100 mil habitantes, Altamira, no Pará, lidera a lista, que tem representantes de Unidades Federativas das cinco regiões brasileiras. Enquanto o Norte e Nordeste possuíam 22 municípios neste ranking, o estado de Goiás participou com quatro municípios.


 Os municípios mais violentos em 2015,
 com população superior a 100 mil habitantes - .